Programação Científica

INTIMIDADE, APEGO E CONFIANÇA

Curso intensivo com Iara L. Camaratta Anton

Porto Alegre/RS, 31 de março e 01 de abril de 2017

Salão de Eventos do Hotel Quality – Porto Alegre/RS

Rua Comendador Caminha, 42 – Bairro Moinhos de Vento

 1.   INTIMIDADE

“Íntimo” é aquilo que está no âmago, nas entranhas do ser.

“Intimidade” é algo que pode se passar tanto no interior do indivíduo (“eu comigo mesmo”), quanto entre pessoas muito próximas, unidas por laços de sangue e/ou de afeto.

Curiosamente, há aqueles casos em que se faz necessário um reforço na demarcação de fronteiras interpessoais, pois “privacidade” é um dos fatores essenciais à qualidade do vínculo – tão importante quanto o amor e a confiança mútuos… (Recortes de “O casal diante do espelho”, III edição).

- O que entendemos por “intimidade”? Uma breve análise sobre intimidade, self e falso self. A ânsia em preservar imagens, em detrimento do conteúdo.

- Como se desenvolve a intimidade do indivíduo consigo mesmo? A que se devem quadros de alexitimia (não reconhecer e/ou não saber expressar os próprios sentimentos) e de que forma esta pode afetar os vínculos humanos?

- Alteridade. O estabelecimento de fronteiras interpessoais, o direito à privacidade e seu valor. O eu, o outro, o reconhecimento e o respeito mútuos.

- Segredos, reflexões de ordem clínica.

- Tabus familiares como proteção e impedimento à intimidade.

- O estágio da paixão e as ilusões de intimidade.

- Da paixão à construção do vínculo do amor.

- Excesso de intimidade como impedimento ao erotismo conjugal.

- A intimidade pessoal e conjugal no setting e no processo terapêutico.

 

 2.   APEGO

A redescoberta da Teoria do Apego contribui com o esforço maior para reivindicar a dependência como uma tendência humana natural. Nos termos de Bowbly (1969), o apego fornece à pessoa uma base segura – a capacidade de regular as emoções e a confiança para explorar o mundo. (…)

Quanto mais segura e confiante for a pessoa, mais provável que seja aberta a – e nos – relacionamentos; assim, é maior a probabilidade de que ela desenvolva relacionamentos que confirmem seu senso de valor na relação (Nichols & Schwartz, 2007, p. 2008 – In: capítulo em livro sobre Vínculos, que estou preparando para futuro lançamento).

 

- Apego: conceituação.

- Breve revisão da Teoria do Apego, de Bowbly.

- Pesquisas atuais a respeito do tema, com base na Teoria do Apego.

- Desamparo, solidão e medo. Vínculos humanos, com ênfase nas famílias, constituindo-se em medidas autoprotetivas e referenciais organizadores.

- Os diferentes tipos de apego (funcionais e disfuncionais), suas finalidades e suas razões de ser.

- Apego e conjugalidade.

- Apego em terapia:

- em relação ao terapeuta;

- como foco de atenção e investimento, em terapias individuais e de casal;

- desapegos necessários;

- trabalhando autonomia e vínculos.

 

 3.   CONFIANÇA

SÍNTESE DOS TÓPICOS A SEREM DISCUTIDOS NO CURSO SOBRE “INTIMIDADE, APEGO E CONFIANÇA”

com IARA L. CAMARATTA ANTON, em POA, 31/03/17 e 01/04/17

Que relação, de causa e consequência, pode haver entre intimidade, apego e confiança?

O que faz com que pessoas que nem nos conhecem confiem em nós, terapeutas, a ponto de nos procurarem para o compartilhamento de seus principais dilemas, em áreas de maior vulnerabilidade?

O que nos torna dignos de tal confiança?

De que modo os laços terapêuticos repercutem na vida e nos relacionamentos de quem conta conosco na eterna busca de si mesmo?

Em nossos tempos, confiar é possível?

 

- Confiança, em que consiste? Confiança em excesso, significados e razões de ser. Desconfiança, prudência ou paranoia?

- O desenvolvimento da confiança básica e da autoconfiança, segundo Erikson.

- Os riscos calculados como frutos de saúde mental, de força do ego e de inteligência emocional.

- As linguagens analógica e digital fornecendo indícios de confiabilidade – ou não.

- Limitações na interpretação de sinais e na condução de si mesmo, a serviço de ingenuidade, impulsividade e falta de autocontrole.

- Confiança em terapia:

- a confiança entre paciente e terapeuta;

- a formação da aliança de trabalho;

- investimento de confiança no vínculo conjugal.

- Intimidade, apego e confiança.

Bom curso!

Iara L. Camaratta Anton